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Campeão da NBA vive drama e aguarda transplante de coração em batalha pela vida

Scot Pollard com a camisa do Celtics Steve Babineau/NBAE via Getty Images

O tamanho de Scot Pollard o ajudou a jogar mais de uma década na NBA, o que lhe valeu o título de campeão com o Boston Celtics em 2008. Agora isso pode ser um grande problema. Pollard precisa de um transplante de coração, uma situação terrível que se torna ainda mais difícil porque poucos doadores podem fornecer um coração grande e forte para seu corpo. Ele foi internado na terapia intensiva no Centro Médico da Universidade Vanderbilt, em Nashville, Tennessee, na terça-feira, onde vai esperar até que surja um doador compatível.

“Vou ficar aqui até conseguir um coração”, disse Pollard em mensagem de texto à Associated Press na noite de quarta-feira. "Meu coração ficou mais fraco. Os médicos concordam que esta é minha melhor chance de conseguir o coração."

Com quase 2,10 metros de altura e pesando 117 kg, o tamanho de Pollard exclui a maioria dos doadores em potencial para um coração para substituir aquele que - devido a uma condição genética que provavelmente foi desencadeada por um vírus que ele contraiu em 2021 - tem batido 10.000 vezes extras por dia. Metade de seus irmãos tem a mesma condição – assim como seu pai, que morreu aos 54 anos, quando Scot tinha 16.

“Esse foi um alerta imediato”, disse Pollard em recente entrevista por telefone. “Você não vê muitos velhos [de 2,10 metros] andando por aí. Então, eu sabia disso durante toda a minha vida.” Pollard foi um grande atleta durante sua carreira que se estendeu por 11 anos, vestindo a camisa de cinco times. Em 2008, venceu tudo com os Celtics, apesar de uma lesão no tornozelo no final da temporada, em fevereiro.

O campeão da NBA se aposentou após aquela temporada e depois se interessou por atuar. Ele participou da 32ª temporada de “Survivor”, onde foi eliminado no dia 27 com oito náufragos restantes. Embora Pollard, 48 anos, estivesse ciente da doença pelo menos desde a morte de seu pai, na década de 1990, foi só quando ele adoeceu, há três anos, que ela começou a afetar sua qualidade de vida.

“Parece que estou subindo uma colina o tempo todo”, disse ele ao telefone, quando alertou um repórter de que talvez fosse necessário interromper a entrevista caso se cansasse. Pollard tentou medicação e passou por três ablações – procedimentos para tentar interromper os sinais que causam os batimentos cardíacos irregulares. Um marca-passo implantado há cerca de um ano resolve apenas metade do problema. “Todos concordam que mais ablações não vão resolver isso, mais medicamentos não vão resolver isso”, disse Pollard. "Precisamos de um transplante."

Para aumentar suas chances, sabendo da dificuldade de conseguir a cirurgia, Pollard foi aconselhado a se registrar no maior número possível de centros de transplante, mas ele deveria conseguir chegar lá dentro de quatro horas; a necessidade de retorno para consultas pós-operatórias também dificulta o tratamento longe de casa.

O astro se inscreveu no Ascension St. Vincent Hospital, em sua cidade natal, Carmel, Indiana, e na semana passada passou por testes na Universidade de Chicago. Ele viajou esta semana para Vanderbilt, que realizou mais transplantes de coração no ano passado do que qualquer outra instalação no país. Pollard chegou no domingo; na terça-feira, os médicos o internaram na UTI.

“Eles não podem prever, mas estão confiantes de que vou receber um coração em semanas, não em meses”, ele escreveu. O americano reconheceu que é estranho esperar que um doador apareça, o que é indiretamente torcer pela morte de alguém. “O fato é que essa pessoa acabará salvando a vida de outra pessoa. Ela será um herói”, disse ele.

Pollard espera sabendo que a mesma genética que o ajudou a se tornar uma estrela do basquete, agora pode ser responsável pela sua morte.

“Pensei nisso durante toda a minha vida”, disse ele. "Sou de uma família de gigantes. Sou o mais novo de seis e tenho três irmãos que são mais altos que eu. E as pessoas sempre dizem: 'Oh, cara, eu gostaria de ter a sua altura.' Sim. Vamos sentar juntos em um avião e ver o quanto você quer ser tão alto. "Não é como se ser alto fosse uma maldição. Não é. Ainda é uma bênção. Mas eu sempre soube durante toda a minha vida que há uma boa chance de eu não envelhecer. E isso lhe dá uma perspectiva diferente sobre como você viva sua vida e como você trata as pessoas e todo esse tipo de coisa."

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